Rainhas de Portugal

Rainhas de Portugal

Setembro 29, 2014

Novidade | «A rainha discreta - Mariana Vitória de Bourbon»

Pelo historiador Paulo Drumond Braga

D. Mariana Vitória de Bourbon (1718-1781), mulher de D. José I e, por isso, rainha consorte de Portugal, era filha de Filipe V, rei de Espanha, e de sua segunda mulher, Isabel Farnesio. Dos 4 aos 7 anos, viveu na corte de Versalhes, pois a sua mão esteve prometida a Luís XV, rei de França. Foi devolvida aos pais quando os políticos franceses entenderam prioritário que o monarca despossasse alguém em idade de procriar. A 27 de dezembro de 1728, aos 10 anos de idade, casou, em Madrid, com o herdeiro da Coroa portuguesa, mais tarde rei com o nome de D. José I. Foi entregue à família de seu marido a 19 de janeiro de 1729. O casamento só foi consumado em 1732, no dia em que atingiu os 14 anos. O casal teve quatro filhas, D. Maria I, D. Maria Ana Francisca Josefa, D. Maria Francisca Doroteia e D. Maria Francisca Benedita. D. Mariana Vitória esteve grávida pelo menos mais seis vezes, mas abortou sempre. Como seria de esperar, desejou dar à luz um varão. Embora por várias vezes tenha mostrado que possuía alguma sensibilidade política, teve, ao longo dos quase cinquenta e três anos que viveu em Portugal, um peso extremamente reduzido nos negócios públicos, seguramente por um quase total desinteresse pelos mesmos. Ainda assim, D. José I, que nela confiava plenamente, encarregou-a por duas vezes do governo do reino (1758 e 1776-1777). Já na qualidade de rainha-mãe, D. Mariana Vitória agiu como conselheira de D. Maria I e passou cerca de um ano em Espanha, revendo a sua família de origem e ajudando a selar a paz entre as duas monarquias ibéricas (outubro de 1777-novembro de 1778). Muito dedicada ao marido, às filhas e depois aos netos, foi, ao mesmo tempo, profundamente ligada à sua família espanhola, sobretudo aos pais e a um dos irmãos, Carlos III, rei de Espanha. Mulher decidida, prudente, sensata, paciente, egoísta, devota, esmoler e culta, adorava divertir‑se na caça, na equitação, nas touradas, na música e em jogos diversos, nomeadamente os de cartas.

Julho 17, 2014

Disponível em livraria pela Temas e Debates

Biografia histórica por Maria Filomena Andrade

A vida e percurso de uma das mais marcantes rainhas consortes da nossa história - Isabel de Aragão (1269/1270-1336), esposa do rei D. Dinis.

 
Personagem multifacetada, sobre a sua figura a lenda teceu um manto e uma aura de santidade que tem sido sempre apresentada como a sua única matriz. Porém, a sua imagem física, loura, alta e forte, não parece estar de acordo com a fragilidade que lhe atribuem. Na verdade, revela ao longo da vida uma solidez e uma força plenas de carácter. Ao lado de Dinis, Isabel tem uma presença marcante, surgindo em primeiro plano sobretudo nos contextos religiosos e de assistência, espelhando um rosto de rainha consorte que valoriza e cuida do seu povo. Simultaneamente, em épocas de conflito, Isabel serve-se dos canais institucionais de que dispõe na teia política do seu tempo, e umas vezes apoia o marido, outras não. Assim, quando D. Dinis enfrenta o príncipe D. Afonso, Isabel está do lado do filho, sofrendo por isso as consequências dos seus atos. 

 Maria Filomena Andrade é licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e mestre e doutora em História Medieval pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Professora auxiliar na Universidade Aberta. As suas áreas de especialização e interesse são: história religiosa medieval, monaquismo feminino na época medieval, hagiografia e arquivística religiosa. A sua investigação mais recente incide sobre ordens religiosas masculinas, nomeadamente os franciscanos e os cartuxos.

Março 05, 2014

«A rainha arquiduquesa - Maria Ana de Áustria»


Edição do volume XIV das biografias das Rainhas de Portugal - esta sobre Maria Ana de Áustria (1683-1754).

Casada com D. João V, Maria Ana de Áustria sedimentou o realinhamento do reino no quadro continental e ajudou a garantir a integridade de novos e velhos domínios ultramarinos. No mundo da corte, promoveu devoções imperiais e contribui para o refinamento de práticas sociais e artísticas.

Biografia da autoria de Susana Münch Miranda e Tiago dos Reis Miranda.

Dezembro 31, 2013

Filipa de Lencastre - A Rainha Inglesa de Portugal | Temas e Debates

| 17 janeiro 2014 |

Em janeiro de 2014 chega às livrarias nacionais a biografia de «Filipa de Lencastre - A Rainha Inglesa de Portugal» pela chancela da Temas e Debates. Uma obra da historiadora Manuela Santos Silva, distinguida com a Menção Honrosa pelo júri do Prémio A. de Almeida Fernandes - História Medieval Portuguesa 2011 e com o Prémio Joaquim Veríssimo Serrão 2012 (atribuído em parceria com a Fundação Eng. António de Almeida).


«Quem foi afinal Filipa de Lencastre? Parece ter sido uma mulher de profundas e esclarecidas convicções religiosas, apreciadora do despojamento mendicante e com uma fé inabalável nos desígnios divinos. Uma mulher de cultura livresca abrangente, como a sua educação heterodoxa faz sugerir. Uma mulher que não gostava de futilidades. Uma mulher pouco dada ao sentimentalismo e capaz de agir com uma certa rispidez. Uma mulher perfecionista, talvez mesmo um tanto intolerante em termos religiosos. Uma mulher que, porém, parece saber dar a mão à palmatória. Pronta a auxiliar quem lhe pedia ajuda usando sobretudo a sua capacidade de influência. Uma mulher com apego à sua linhagem, levando a que os filhos tivessem claramente a noção de que faziam parte da família real dos Plantagenetas de Inglaterra. Filipa foi, assim, também por isso, uma mulher que deixou a sua marca na educação dos filhos, criados numa corte que, do ponto de vista cultural, pode ter aceitado sem grande renitência as suas opiniões, interesses e gostos. E quanto ao aspeto físico e disposição ficou-nos o facto indiscutível de ter inspirado pelo menos uma balada de um poeta francês de grande divulgação na época, que, entre outras qualidades, lhe atribui um corpo delgado, lindos olhos e face suave