A vida e percurso de uma das
mais marcantes rainhas consortes da nossa história - Isabel de Aragão (1269/1270-1336), esposa do rei D.
Dinis.
A biografias das trinta e duas rainhas consortes de Portugal.
Círculo de Leitores | Temas e Debates
julho 17, 2014
Disponível em livraria pela Temas e Debates
Biografia histórica por Maria Filomena
Andrade
Personagem multifacetada, sobre a sua
figura a lenda teceu um manto e uma aura de santidade que tem sido sempre
apresentada como a sua única matriz. Porém, a sua imagem física, loura, alta e
forte, não parece estar de acordo com a fragilidade que lhe atribuem. Na
verdade, revela ao longo da vida uma solidez e uma força plenas de carácter. Ao
lado de Dinis, Isabel tem uma presença marcante, surgindo em primeiro plano
sobretudo nos contextos religiosos e de assistência, espelhando um rosto de
rainha consorte que valoriza e cuida do seu povo. Simultaneamente, em épocas de
conflito, Isabel serve-se dos canais institucionais de que dispõe na teia
política do seu tempo, e umas vezes apoia o marido, outras não. Assim, quando
D. Dinis enfrenta o príncipe D. Afonso, Isabel está do lado do filho, sofrendo
por isso as consequências dos seus atos.
Maria Filomena Andrade é licenciada em História pela
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e mestre e doutora em História
Medieval pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de
Lisboa. Professora auxiliar na Universidade Aberta. As suas áreas de
especialização e interesse são: história religiosa medieval, monaquismo
feminino na época medieval, hagiografia e arquivística religiosa. A sua
investigação mais recente incide sobre ordens religiosas masculinas,
nomeadamente os franciscanos e os cartuxos.
março 05, 2014
«A rainha arquiduquesa - Maria Ana de Áustria»
Edição do volume XIV das biografias das Rainhas de Portugal - esta sobre Maria Ana de Áustria (1683-1754).
Casada com D. João V, Maria Ana de Áustria sedimentou o realinhamento do reino no quadro continental e ajudou a garantir a integridade de novos e velhos domínios ultramarinos. No mundo da corte, promoveu devoções imperiais e contribui para o refinamento de práticas sociais e artísticas.
Biografia da autoria de Susana Münch Miranda e Tiago dos Reis Miranda.
dezembro 31, 2013
Filipa de Lencastre - A Rainha Inglesa de Portugal | Temas e Debates
| 17 janeiro 2014 |
Em janeiro de 2014 chega às livrarias nacionais a biografia de «Filipa de Lencastre - A Rainha Inglesa de Portugal» pela chancela da Temas e Debates. Uma obra da historiadora Manuela Santos Silva, distinguida com a Menção Honrosa pelo júri do Prémio A. de Almeida Fernandes - História Medieval Portuguesa 2011 e com o Prémio Joaquim Veríssimo Serrão 2012 (atribuído em parceria com a Fundação Eng. António de Almeida).
«Quem foi afinal Filipa de Lencastre? Parece ter sido uma mulher de profundas e esclarecidas convicções religiosas, apreciadora do despojamento mendicante e com uma fé inabalável nos desígnios divinos. Uma mulher de cultura livresca abrangente, como a sua educação heterodoxa faz sugerir. Uma mulher que não gostava de futilidades. Uma mulher pouco dada ao sentimentalismo e capaz de agir com uma certa rispidez. Uma mulher perfecionista, talvez mesmo um tanto intolerante em termos religiosos. Uma mulher que, porém, parece saber dar a mão à palmatória. Pronta a auxiliar quem lhe pedia ajuda usando sobretudo a sua capacidade de influência. Uma mulher com apego à sua linhagem, levando a que os filhos tivessem claramente a noção de que faziam parte da família real dos Plantagenetas de Inglaterra. Filipa foi, assim, também por isso, uma mulher que deixou a sua marca na educação dos filhos, criados numa corte que, do ponto de vista cultural, pode ter aceitado sem grande renitência as suas opiniões, interesses e gostos. E quanto ao aspeto físico e disposição ficou-nos o facto indiscutível de ter inspirado pelo menos uma balada de um poeta francês de grande divulgação na época, que, entre outras qualidades, lhe atribui um corpo delgado, lindos olhos e face suave.»
Em janeiro de 2014 chega às livrarias nacionais a biografia de «Filipa de Lencastre - A Rainha Inglesa de Portugal» pela chancela da Temas e Debates. Uma obra da historiadora Manuela Santos Silva, distinguida com a Menção Honrosa pelo júri do Prémio A. de Almeida Fernandes - História Medieval Portuguesa 2011 e com o Prémio Joaquim Veríssimo Serrão 2012 (atribuído em parceria com a Fundação Eng. António de Almeida).
«Quem foi afinal Filipa de Lencastre? Parece ter sido uma mulher de profundas e esclarecidas convicções religiosas, apreciadora do despojamento mendicante e com uma fé inabalável nos desígnios divinos. Uma mulher de cultura livresca abrangente, como a sua educação heterodoxa faz sugerir. Uma mulher que não gostava de futilidades. Uma mulher pouco dada ao sentimentalismo e capaz de agir com uma certa rispidez. Uma mulher perfecionista, talvez mesmo um tanto intolerante em termos religiosos. Uma mulher que, porém, parece saber dar a mão à palmatória. Pronta a auxiliar quem lhe pedia ajuda usando sobretudo a sua capacidade de influência. Uma mulher com apego à sua linhagem, levando a que os filhos tivessem claramente a noção de que faziam parte da família real dos Plantagenetas de Inglaterra. Filipa foi, assim, também por isso, uma mulher que deixou a sua marca na educação dos filhos, criados numa corte que, do ponto de vista cultural, pode ter aceitado sem grande renitência as suas opiniões, interesses e gostos. E quanto ao aspeto físico e disposição ficou-nos o facto indiscutível de ter inspirado pelo menos uma balada de um poeta francês de grande divulgação na época, que, entre outras qualidades, lhe atribui um corpo delgado, lindos olhos e face suave.»
abril 09, 2013
Uma Rainha Inesperada - Leonor Teles | Temas e Debates
Biografia histórica
Prémio Lusitania 2012 pela Academia Portuguesa
da História
Leonor Teles
(1350?-1410?), mulher do rei D. Fernando, foi rainha consorte de Portugal entre
1372 e 1383 e regente entre outubro de 1383 e janeiro de 1384. Mulher
política, participou ao lado do marido no governo do reino, outorgando
diplomas de privilégio à nobreza e negociando a sucessão do trono nos diversos
tratados de casamento que os dois conceberam para a única filha sobreviva, a
infanta D. Beatriz. Leonor Teles terá sido uma mulher «mui inteira e de coração
cavaleiresco», por ser corajosa, frontal e determinada, qualidades que, para
a época, se considerava serem de natureza masculina. Foi uma mulher bela e sedutora,
a ponto de as mulheres do seu tempo aprenderem com ela novos jeitos a ter com
os maridos. Segundo o cronista Fernão Lopes, Leonor era uma mulher de maus
costumes por ter casado com o rei, apesar de já ser casada, e por ter arranjado
um amante, sendo D. Fernando vivo. O cronista e a história não lhe perdoaram e
fizeram dela o mito da mulher má, capaz de matar a irmã, exilar os cunhados,
preparar ciladas, tudo para servir a sua maior ambição: a luta pelo poder, o
poder de ser rainha de Portugal. Nos seus prováveis sessenta anos de vida,
Leonor teve dois, se não três, casamentos, vários filhos, uma clientela de
agraciados, um reino que perdeu e um exílio que a fez ir morrer a Castela,
terra originária dos seus antepassados – os Teles de Meneses.
Historiadora,
especialistas no tema do poder político da rainha D. Leonor Teles − que
desenvolveu em diversos congressos nacionais e internacionais −, Isabel de Pina
Baleiras foi distinguida em 2012 com o Prémio Lusitania pela edição desta
biografia histórica.
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