Rainhas de Portugal

Rainhas de Portugal

julho 24, 2012

Rainhas, dois novos volumes.

Edição de dois novos volumes...

Rainhas de Portugal


Isabel e Maria de Castela eram filhas dos Reis Católicos mas as suas trajetórias seriam bem diferentes. Isabel foi casada duas vezes, a primeira com o infeliz Afonso, príncipe herdeiro de Portugal, morto num acidente de cavalo. Viúva inconsolável, resistiu o mais que pôde à ideia de casar novamente, e só acedeu depois de o noivo, D. Manuel I, ter expulsado de Portugal mouros e judeus por imposição sua. O seu segundo casamento foi breve, morrendo aos 28 anos, ao dar à luz o único filho, mas teria herdado o trono de Castela e Aragão se tivesse vivido. Voluntariosa e decidida, é a imagem oposta de sua irmã, com quem o seu viúvo casaria depois de cumpridos dois anos de luto. Maria foi a tranquila mãe de oito filhos. Dedicada a trabalhos de agulha, era também uma mulher com opiniões próprias e não hesitou em tentar influenciar a ação do marido. Em comum com a irmã mais velha, a morte nas sequelas de um parto. Para lá das suas vicissitudes singulares, as vidas destas irmãs têm como pano de fundo a complexa e volátil teia de relações políticas no cenário internacional do primeiro vinténio do século xvi. Tal como a da sua sobrinha Leonor, que se lhes seguiria no leito de seu marido... Leonor de Áustria era irmã de Carlos V. Seria a terceira mulher de D. Manuel depois de ter estado prometida ao filho do rei, o futuro D. João III. Foi rainha de Portugal por apenas quatro anos. Ao enviuvar abandonou o reino mas teve de deixar para trás a sua única filha, a infanta D. Maria. Por isso, Leonor sempre manteve estreitos laços com Portugal, mesmo quando se tornou rainha de França ao casar com Francisco I.


Amélia de Orleães foi a última rainha de Portugal. Entre o seu nascimento e a morte no exílio viveu oitenta e seis anos repletos de momentos felizes, mas também de desilusões e traições. A sua vida foi uma luta contínua, espelhando um dos períodos mais críticos da história de Portugal e da Europa. Da «Baby» nas terras inglesas, D. Amélia tornou-se na «Grande» adolescente do Château d’Eu, quando a família regressou a França. Aos 20 anos, converteu-se na «Paris» do mercado matrimonial da realeza europeia. Com D. Carlos, herdeiro do trono de Portugal, realizou um casamento por amor. Elegante, amável e culta, D. Amélia parecia ser a esposa ideal do rei Diplomata. Como mãe, foi uma educadora atenta e exigente, preparando os filhos para cargos que não exerceriam. Porém, o «ofício» de rainha consorte foi mais além. No ramo do bem-fazer, graças à sua iniciativa modernizaram-se os setores da saúde pública e da assistência social em Portugal, estando a sua memória associada a várias instituições criadas durante o seu reinado, sendo de destacar o Dispensário de Alcântara (1893), o Instituto Bacteriológico de Lisboa (1892), a Assistência Nacional aos Tuberculosos (1899) e os sanatórios instalados por todo o país. No ramo das artes, como grande apreciadora do nosso património histórico, devem-se-lhe muitos restauros e objetos que se encontram nos palácios e museus portugueses e, sobretudo, a criação do Museu dos Coches (1905). A 1 de fevereiro de 1908 presenciou o assassinato do marido e do filho mais velho, e, no dia 5 de outubro de 1910, foi obrigada a partir «do país ao qual tudo tinha dado, tudo tinha sacrificado e que todas as dores e todas as amarguras lhe tinha feito sofrer». Faleceu em outubro de 1951 no Château Bellevue, em Versalhes. Os seus restos mortais foram trasladados para Portugal, onde lhe foram prestadas as últimas homenagens, como rainha de Portugal, antes de serem depositados no Panteão dos Braganças, ao lado do marido e dos filhos.

julho 17, 2012

SIC Notícias

Nuno Rogeiro deixou entre as suas sugestões de leitura da semana o volume sobre As primeiras rainhas.

«Uma forma de compreender a História não apenas a partir da perspectiva de Portugal, mas da relação entre Portugal e o mundo.»

Nuno Rogeiro, Sociedade das Nações, 14 julho 2012
Assista aqui.

junho 22, 2012

Grande entrevista na revista «Máxima»

 

Grande entrevista na edição de julho da revista Máxima com as coordenadoras das Rainhas de Portugal do Círculo de Leitores.

 

«Em 18 volumes, o poder das mulheres nas cortes reais ou a força e o prestígio das rainhas consortes, o seu jeito e engenho para seduzir, ordenar, influenciar a corte e o mundo do seu tempo. No espaço da casa e no enredo político. Três historiadoras, sábias e catedráticas, coordenam esta coleção.» - Leonor Xavier, Máxima

junho 04, 2012

Rainhas medievais - novos volumes

Os próximos dois volumes da coleção Rainhas de Portugal do Círculo de Leitores acabarem de sair do prelo. Ora espreitem...

 

Uma rainha inesperada

Leonor Teles

«Leonor foi uma Eva, a mulher-diabo que, graças aos seus encantos e inteligência, soube enfeitiçar os homens e trazer ao reino a instabilidade política. A rainha contrariou assim o retrato tradicional das consortes, que deveriam ser Marias, ou seja, obedientes, submissas, discretas.»



 

As primeira rainhas

Mafalda de Mouriana

Dulce de Barcelona e Aragão

Urraca de Castela

Mecia Lopes de Haro

Beatriz Afonso

Quase desconhecidas, as rainha medievais são aqui recuperadas num retrato da sua vida e percurso.


maio 31, 2012

Jornal de Letras - «Rainhas de Portugal»

Artigo na edição de 30 de maio do Jornal de Letras sobre a edição pelo Círculo de Leitores de mais dois volumes da coleção Rainhas de Portugal.

 

«...recorde-se o que o Círculo também deu ao lume - uma outra magnífica coleção sobre os Reis de Portugal, dentro da linha de obras/séries dedicadas à nossa História, que começou com a já clássica edição em oito volumes dirigida por José Mattoso...»


maio 28, 2012

Cartaz das Artes - TVI24

A edição de A rainha inglesa de Portugal  e Rainhas de Portugal e Espanha em destaque na emissão de 24 de maio do Cartaz das Artes (TVI24).


Assista aqui.


maio 24, 2012

Diário Câmara Clara - RTP2

Diário Câmara Clara

RTP2

Peça sobre a edição dos mais recentes volumes da coleção Rainhas de Portugal - A rainha inglesa de Portugal e Rainhas de Portugal e Espanha.

Assista aqui.

 

 

«Na sombra dos reis eram muitas vezes as mulheres que sabiam jogar as pedras do xadrez político.»

Luís Caetano, RTP2

maio 22, 2012

SIC Notícias - Sociedade das Nações

Nuno Rogeiro deixou entre as sua sugestões de leitura da semana A rainha inglesa de Portugal.
19 de maio 2012


«Uma mulher extraordinária, um símbolo da velha aliança entre Portugal e o Reino Unido.» - Nuno Rogeiro, SIC Notícias


maio 04, 2012

«A rainha inglesa de Portugal»

Volume dedicado a Filipa de Lencastre (1360-1415) da autoria de Manuela Santos Silva.

Quem foi afinal Filipa de Lencastre? Parece ter sido uma mulher de profundas e esclarecidas convicções religiosas, apreciadora do despojamento mendicante e com uma fé inabalável nos desígnios divinos. Uma mulher de cultura livresca abrangente, como a sua educação heterodoxa faz sugerir. Uma mulher que não gostava de futilidades. Uma mulher pouco dada ao sentimentalismo e capaz de agir com uma certa rispidez. Uma mulher perfecionista, talvez mesmo um tanto intolerante em termos religiosos. Uma mulher que, porém, parece saber dar a mão à palmatória. Pronta a auxiliar quem lhe pedia ajuda usando sobretudo a sua capacidade de influência.
Uma mulher com apego à sua linhagem, levando a que os filhos tivessem claramente a noção de que faziam parte da família real dos Plantagenetas de Inglaterra. Filipa foi, assim, também por isso, uma mulher que deixou a sua marca na educação dos filhos, criados numa corte que, do ponto de vista cultural, pode ter aceitado sem grande renitência as suas opiniões, interesses e gostos.
E quanto ao aspeto físico e disposição ficou-nos o facto indiscutível de ter inspirado pelo menos uma balada de um poeta francês de grande divulgação na época, que, entre outras qualidades, lhe atribui «um corpo delgado, lindos olhos e face suave».

«Rainhas de Portugal e Espanha»

Volume a incluir as rainhas Margarida de Áustria (1584-1611) e Isabel de Bourbon (1602-1644). Da autoria das historiadoras Pilar Pérez Canto, Esperanza Mó Romero e Laura Oliván Santaliestra.


Margarida de Áustria, arquiduquesa de Áustria por nascimento, veio ao mundo a 25 de dezembro de 1584 na cidade de Graz. Filha do arquiduque Carlos, primo de Filipe I de Portugal, e da arquiduquesa Maria, era prima do imperador Rodolfo II. De uma família de quinze filhos, foi a décima primeira a nascer. Tal como os seus irmãos e irmãs, foi educada para ocupar altos cargos nas cortes europeias e para servir dois objetivos: defender a fé católica e fortalecer a dinastia habsburguesa. Casou-se com Filipe II de Portugal, seu parente e filho do mais importante rei da Casa de Áustria. Apesar da sua juventude e da sua condição de mulher não renunciou ao protagonismo político, defrontando o duque de Lerma e os seus aliados em defesa da família e da monarquia hispânica. Os cronistas da época louvaram as suas qualidades, e os seus súbditos não só a idealizaram como prolongaram o seu «poder» para além da morte. A rainha morreu com 26 anos, a 3 de outubro de 1611, deixando oito filhos varões à dinastia e tendo contribuído para a unidade da fé católica.



Isabel de Bourbon pode ser admirada num imponente retrato equestre do Museu do Prado, em Madrid. A tela mostra-nos uma rainha virtuosa, em pose firmemente entronizada. Na presente biografia seguimos o percurso desta mulher, filha de Henrique IV de Bourbon e de Maria de Médicis, futura esposa de Filipe III de Portugal, rainha consorte exemplar e, no final da vida, governadora da monarquia hispânica. Tendo passado uma infância entre jogos e bailes, o seu casamento em 1615 e o nascimento do príncipe, Baltasar Carlos, em 1629, conferiram-lhe um poder notável, tendo sido «embaixadora» da paz entre o irmão, Luís XIII, e o marido, Filipe III. Destaca-se o seu trabalho diplomático na assinatura do Tratado de Monzón e a mediação durante a guerra de Mântua. Em 1638 deu à luz a infanta Maria Teresa, que casaria com Luís XIV. De 1642 a 1644 assumiu as funções de regente para que Filipe se dedicasse à guerra da Catalunha. Faleceu no exercício da regência, o que ajudou a fortalecer a sua lenda. Hoje em dia, na sala do Museu do Prado, Isabel olha-nos altiva e complacente do alto do «trono» do seu cavalo.

abril 17, 2012

abril 11, 2012

VOGUE

A edição de maio da revista Vogue deixa entre as suas sugestões de leitura do mês a coleção Rainhas de Portugal, destacando o volume dedicado a Rainhas que o povo amou.
«...imperdível coleção...»


abril 09, 2012

SIC Notícias
Nuno Rogeiro

Na última emissão da Sociedade das Nações (Sic Notícias), de dia 7 de abril, Nuno Rogeiro deixou entre as suas sugestões de leitura os dois últimos volumes das Rainhas de Portugal - «Catarina de Áustria - A rainha colecionadora» e « Luísa de Gusmão - A rainha restauradora».

Assista aqui ao vídeo.


abril 02, 2012

TVI24 - Livraria Ideal

Os últimos dois volumes publicados das Rainhas de Portugal fez parte das sugestões de leitura da semana da Livraria Ideal de 31 de março de 2012.

Assista aqui!


março 12, 2012

Curso Livre
Rainhas de Portugal - Séculos XII-XV
15 março, Faculdade de Letras de Lisboa, 17h30.

Sob a coordenação geral de José Varandas, e a coordenação científica de Manuela Santos Silva, Ana Maria S.A. Rodrigues e Isabel dos Guimarães, inicia-se no dia 15 de março, pelas 17h30, na Faculdade de Letras de Lisboa, o I Curso Livre sobre as «Rainhas de Portugal». Ao longo de 14 sessões, diferentes especialistas, propõem um novo olhar sobre as rainhas de Portugal dos séculos XII a XV. Uma iniciativa do Centro de História da Faculdade de Letras de Lisboa.

março 07, 2012

LUSA/ Diário de Notícias

Artigo publicado a 7 de março pela LUSA/ Diário de Notícias sobre a edição de A rainha restauradora - Luísa de Gusmão pelo Círculo de Leitores.
Leia o artigo completo aqui.

fevereiro 29, 2012

Público

O suplemento P2 do Público noticia lançamento de mais um volume da coleção - A rainha restauradora - Luísa de Gusmão.


«...possivelmente uma das mais importantes rainhas de Portugal. A frase que terá dito quando um grupo de nobres portugueses se revoltou contra o governo de Madrid em Dezembro de 1640 - "Antes morrer reinando do que acabar servindo" - terá sido decisiva na actuação do futuro rei D. João IV, seu marido, que se juntou à conspiração.»
Público, 29 fev. 2012

fevereiro 22, 2012

Lançamento das biografias sobre Catarina de Áustria e Luísa de Gusmão.

Já no prelo, os novos dois volumes da coleção Rainhas de Portugal chegará em breve à caso dos sócios do Círculo de Leitores. Desta feita publica-se o volume dedicado a Catarina de Áustria - A rainha colecionadora e a Luísa de Gusmão - A rainha restauradora.


Ligada à Restauração da monarquia portuguesa.
(1613-1666)

Rainha renascentista, avó de D. Sebastião.
(1507-1578)

fevereiro 17, 2012

«os meus livros»

A edição de fevereiro da revista «os meus livros» dedica artigo ao tema das biografias publicadas em Portugal, destacando a edição pelo Círculo de Leitores da coleção Rainhas de Portugal.


«A investigação, iniciada há seis anos, envolve aspectos como a influência política, a relação com os filhos, os hábitos alimentares ou até a correspondência trocada.»
Teresa Pearce de Azevedo, os meus livros

fevereiro 10, 2012

TVI24 - Livraria Ideal

Entre as sugestões de leitura da semana do Cartaz das Artes (TVI24) João Paulo Sacadura destacou a edição de Rainhas que o povo amou e Rainhas de Portugal no Novo Mundo. Assiste aqui.


«O Círculo de Leitores comtinua a dar-nos a vida das rainhas de Portugal. São mais dois dos dezoito volumes escritos, de raiz, por uma equipa de mais de três dezenas de investigadores.»
João Paulo Sacadura, TVI24