Rainhas de Portugal

Rainhas de Portugal

janeiro 23, 2012

TVI - Jornal das 8

Marcelo Rebelo de Sousa deixou como sugestão de leitura, na emissão de 22 de janeiro do Jornal das 8 da TVI, a edição pelo Círculo de Leitores de Rainhas que o povo amou.

Assista aqui à emissão.

janeiro 02, 2012

Lançamento
Dois novos títulos
Janeiro de 2012

Volumes disponíveis  ao longo do mês de janeiro:

Rainhas de Portugal no Novo Mundo
Carlota Joaquina . Leopoldina de Habsburgo
Autores: António Ventura, Maria de Lurdes Viana Lyra







Rainhas que o povo amou
Estafânia de Hohenzollern . Maria Pia de Saboia
Autora: Maria Antónia Lopes










Polémica e ambiciosa.
Carlota Joaquina (1775-1830) é talvez a mais controversa rainha de Portugal. Mulher de D. João VI, sobre ela paira uma «Lenda Negra» que persiste na historiografia e nas manifestações culturais onde é referida. Essa imagem construiu-se em torno do seu aspeto físico, longe da harmonia e da beleza desejáveis numa princesa, e das suas características morais, sendo acusada de ambição política desmedida, de dissimulação e de traição. Independentemente dos juízos estéticos ou morais, Carlota Joaquina manobrou habilmente nos meandros políticos peninsulares e americanos, sempre descontente com a sua situação de consorte. Foi o caso da obscura conspiração de 1806, que visava afastar D. João do poder, ou das suas tentativas durante a Guerra Peninsular para desempenhar um papel de primeira grandeza. Acompanhou a corte na deslocação para o Brasil, onde foi motivo de embaraços diplomáticos, e, de regresso a Lisboa em 1821, assumiu posições polémicas ao rejeitar a Constituição, convertendo-se num polo aglutinador das forcas antiliberais. Personalidade complexa que deu origem a tantas tomadas de posição apaixonadas e parciais, justifica plenamente o interesse que tem vindo a suscitar.


Erudita e apaixonada.
 Leopoldina de Habsburgo nasceu em Viena, em 1797. Aos 20 anos atravessou o oceano para viver no Brasil, então sede do Reino Unido luso-brasileiro, consciente da missão que lhe cabia ao casar com o príncipe herdeiro do trono português, D. Pedro. Seguindo a estratégia traçada pelas casas de Bragança e de Habsburgo, com vista à consolidação do governo monárquico absolutista  na América e o seu consequente revigoramento na Europa, Leopoldina atuou com determinação e exerceu papel de protagonista no cenário político da época para atender aos interesses do Estado. Ao mesmo tempo que, na vida privada, lutou incansavelmente em busca da harmonia conjugal. Cultivadora das artes e do conhecimento científico, mulher erudita e apaixonada, agente expoente na criação do Império do Brasil, faleceu ainda jovem, aos 29 anos, deixando cinco filhos pequenos, entre eles: a rainha de Portugal, D. Maria II, e o imperador do Brasil, D. Pedro II.

Vida curta e romântica.
Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen nasceu em 1837 no principado de Sigmaringen, no atual estado alemão de Baden-Wurtemberg. Era neta do príncipe reinante, filha dos príncipes herdeiros e parente próxima dos Bonaparte. Rainha de Portugal pelo seu casamento com D. Pedro V em 1858, faleceu em Lisboa no ano seguinte. A sua curta vida, tão ao gosto romântico, foi rapidamente idealizada. Mulher instruída, com convicções políticas firmes e espírito reformador, foi, contudo, incapaz de ter a influência que desejava. Quanto à apreciação da relação conjugal, também aqui este livro se afasta da interpretação comum.


Caprichosa e arrojada.
 Maria Pia de Saboia nasceu em 1847 em Turim, capital do reino da Sardenha. Era neta do rei Carlos Alberto, filha dos príncipes-herdeiros, Vítor Manuel de Saboia e Maria Adelaide de Habsburgo. Tornou-se rainha de Portugal em 1862, não tendo ainda 15 anos. A figura de Maria Pia tem sido tratada com displicência, dela se forjando uma imagem distorcida. O recurso a documentação privada permite rever profundamente a sua personalidade. Mulher inteligente, generosa, arrojada e majestosa, foi a rainha mais amada no século XIX, a que mais tempo «reinou» e a que mais contribuiu para a boa imagem da família real, apesar dos seus gastos. Manteve com D. Luís uma relação terna e cúmplice, inclusive em assuntos políticos. No reinado de D. Carlos exerceu ação diplomática até agora ignorada. Quanto ao rumor sobre a sua loucura após o Regicídio, não se encontraram provas que o sustentem. Faleceu no seu Piemonte natal em 1911, após 9 meses de exílio.

dezembro 02, 2011

Prémio A. de Almeida Fernandes 2011

Uma das coordenadoras da coleção Rainhas de Portugal, Manuela Santos Silva, foi distinguida com uma Menção Honrosa pelo júri do Prémio A. de Almeida Fernandes - História Medieval Portuguesa. A vencedora desta edição do prémio, a historiadora Maria Filomena Andrade, será aliás também ela autora do volume dedicado a Isabel de Aragão a editar proximamente pelo Círculo de Leitores.

novembro 07, 2011

Revista LER

As coordenadoras da coleção publicaram na edição de novembro da revista LER um artigo conjunto sobre as  «Rainhas de Portugal».


Aqui ficam alguns excertos:
«Rainhas e damas formavam um univervo feminino: comiam, dormiam, permaneciam grande parte do tempo entre si, com exceção dos serões que partilhavam com os homens, embora as refeições fossem tomadas em separado. A separação entre espaços femininos e masculinos parece ter sido uma marca da corte portuguesa. Por influência árabe, as mulheres sentavam-se em almofadas colocadas em cima de estrados, nos quais havia uma cadeira destinada ao rei.»

«Agora é a vez da outra metade do mundo: estamos certas de que olhar para a História através das suas rainhas poderá ser um contributo para a renovação da historiografia portuguesa, no domínio político, das práticas religiosas, dos relacionamentos sociais, da vida quotidiana e muito mais.»